Pense nisso! - Wellington Balbo

 


Roberto e Paulo eram dois grandes amigos, consideravam-se como irmãos.

Confidentes, companheiros, estavam sempre juntos, tinham enorme prazer de gozar um da companhia do outro.

Certo dia porém, um mal entendido, uma discussão,  e Paulo chateou-se com Roberto.

Não se dispôs a conversar com o amigo para equacionar a situação, simplesmente o ignorou.

Roberto por sua vez, também agiu da mesma forma.

Um sentia falta  da companhia do outro, entretanto, o orgulho e a intransigência falavam mais alto.

Sequer cumprimentavam-se, os amigos em comum tudo faziam para que ambos voltassem as boas, mas os esforços eram em vão.

Quando questionados sobre  o motivo da desavença,  afirmavam categoricamente que não sabiam ao certo, mas que a culpa era do outro.

Ninguém estava disposto a ceder, por inflexibilidade e falta de diálogo foi-se embora uma grande amizade!

Para que nos harmonizemos com as  pessoas se faz mister um olhar caridoso, indulgente, que enxerga no semelhante um ser em evolução, sujeito a equívocos  e que deve ser amado e aceito como é verdadeiramente.

Amando e aceitando, servindo e dialogando não seremos inflexíveis em nossos relacionamentos.

Aceitaremos assim diferenças e nos livraremos de rusgas desnecessárias que só nos machucam.

Aprenderemos que muitas vezes ceder não é perder, mas sim vencer!

Se um dos amigos  na história acima houvesse cedido não teriam abdicado da fina flor da amizade.

Continuariam aprendendo, sorrindo e vivendo juntos.

Mas, infelizmente  muitas vezes sustentamos uma posição radical a pretexto de firmeza e abrimos mão de coisas que nos enriquecem a existência.

Quanto maior a inflexibilidade, mais fácil as chances de insucesso nos relacionamentos!

Quanto menor o diálogo, maiores serão as chances de desentendimento!

Pense nisso!

:: Postado por Espirit@_online às 15h08
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Os exageros de Clotilde - Wellington Balbo

 


Ao rever minha antiga colega de escola Clotilde fui logo abraça-la, após os cumprimentos iniciais perguntei-lhe:

-         Como tem sido sua vida nesses últimos anos?

-         Ah meu amigo, terrível! Meu noivo me abandonou há 5 anos,  minha melhor amiga não conversa comigo há 3 anos, uma crônica dor de cabeça me acompanha  há 2  anos, como sofro!

-         Sim, mas você procurou  conhecer novas pessoas, abrir seu coração a um novo relacionamento?

-         Não, a dor me impossibilita.

-         E sua amiga, depois da discussão você foi procura-la para equacionar a situação?

-         Não, não posso me humilhar dessa forma.

-         E quanto a dor de cabeça, você foi ao médico para que ele lhe medicasse com exatidão?

-         Não, tenho pavor de hospital.

 O  amigo leitor já se deparou com pessoas como Clotilde?

 Elas queixam- se  de tudo e de todos, mas nada fazem para que a vida melhore.

 Acomodam-se com o sofrimento, preferem ficar estagnados na dor á  modificar atitudes.

 Julgam-se injustiçadas pela vida e cultivam a auto piedade.

Consideram-se  vítimas das circunstâncias e as mais infelizes criaturas.

 Quando assim agimos criamos uma atmosfera de derrota, atraímos para nossa  vida tristeza e depressão, enfermidade e angustia.

 Afastamos os amigos, dissipamos a alegria de viver, tudo se torna monótono e sem graça.

 Não é natural que um acontecimento,  seja ele qual for, transforme nossa vida em algo penoso e terrível.

 Maximizar a proporção de nossas  dores é cultivar padecimentos!

 Não estamos sozinhos a passar pelas tribulações da vida, consideremos que   sempre somos auxiliados pelo alto.

 Mas para que essa ajuda chegue eficiente e eficaz se faz de suma importância nosso empenho em superar dificuldades que surgem, não derrotando-nos antecipadamente pelos problemas que surgem.

 Portanto, não navegue em um mar de lamentações como se a jornada terrestre fosse feita de angustias e inquietações.

 Prefira se abrir para as oportunidades que surgem, pois sempre é tempo de reconstruir um caminho de alegria e vitória!

:: Postado por Espirit@_online às 15h07
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Sonhe, sonhe muito! - Wellington Balbo


Sonhar nos revigora, sonhar nos faz viajar pelo mundo dos ideais!

Sonhar nos contagia, sonhar nos motiva a prosseguir!

Sonhar nos faz sorrir, sonhar é apaixonante!

Mesmo que as lutas sejam difíceis, mesmo que as dificuldades pareçam gigantescas, sonhar acende a chama do conseguir.

Quem não sonha leva uma vida taciturna, sem graça, sem tempero...

Amigo leitor, sonhar é muito bom, não é mesmo?

E buscar concretizar esse sonho é melhor ainda!

Nessa tentativa pela realização, movimentamos a criatividade, agitamos potencialidades, desenvolvemos habilidades e sobretudo aprendemos.

Em cada “não” que levamos,  assimilamos que a vida não é feita apenas de sim.

Fortalecemo-nos e  adquirimos  experiência  com as “quedas”.

Aquilatamos também perseverança e  esperança,  virtudes imprescindíveis para que realizemos nossos objetivos.

Quando garoto,  sonhava em ser jogador de futebol, envergar a camisa da Seleção Brasileira, não consegui, mas lutei muito por isso.

Evolui muito na tentativa de concretizar esse meu desejo.

E,  graças a essa busca,  ganhei um belo presente.

Desembarquei no porto do amor – conheci minha esposa, fui ainda,  agraciado com duas pérolas – Meus dois filhos.

Esse sonho me deu uma riqueza inestimável e que agora é realidade – Minha família.

Por isso, leitor amigo do Jornal Independente,  faço o convite:

Namore seus sonhos e tente levá-los  ao matrimônio da realidade.

Alimente seus ideais, pois a vida lhe reserva presentes inesquecíveis.

Nossos sonhos só serão impossíveis se não nos movimentarmos para que eles aconteçam.

Só depende de nós!

:: Postado por Espirit@_online às 15h06
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Leia! - Wellington Balbo

 

A criança de 6 anos  apanhou um livro de histórias na prateleira, sorrindo foi até o pai e pediu:

-         Papai, leia pra mim por favor?

-         Agora não posso, estou assistindo o telejornal.

Ainda esperançosa, foi até a mãe e pediu:

-         Mamãe , leia pra mim por favor?

-         Agora não posso, estou assistindo a novela.

Desanimada com as negativas, concluiu:

-         Ler não deve ser bom, papai e mamãe dizem sempre que só fazem o que é bom pra mim!

O hábito da leitura é um dos mais importantes patrimônios que podemos legar a nossos filhos.

Incentivar nossos pequenos a ler é abrir-lhes as portas para o mundo mágico que a leitura proporciona.

É mostrar-lhes que a leitura além de prazerosa é proveitosa se constituindo em  importante ferramenta na construção de um mundo melhor, mais consciente e solidário.

Ler para a criança é gravar em sua alma momentos inesquecíveis que os bons livros trazem,   e que certamente irão render abençoados frutos.

Façamos uma consulta a consciência e  fatalmente veremos quantas dádivas já recebemos dos livros.

Quantos conhecimentos a leitura já nos trouxe?

Quantas dores na  vida balsamizamos com a leitura de uma página edificante?

Quantas luzes nos foram acendidas pela iniciativa em ler algo instrutivo?

Você que lê este texto certamente aprecia a leitura, portanto, transmita aos demais companheiros de caminhada essa mensagem.

Deixe essa herança enriquecedora a seus tutelados!

Presenteie seus amigos, seus filhos, seus familiares com livros de boa qualidade, motive-os a ler em todos os instantes da vida.

Promova em sua família, no seu trabalho, na sua religião discussões sobre bons livros!

Leia e incentive a ler !!!

:: Postado por Espirit@_online às 15h05
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Recomeçar! - Orson Peter Carrara e Wellington Balbo

 

            Temos exercitado, eu e o amigo Wellington Balbo, reflexões em torno do Código Penal da Vida Futura, constante do capítulo VII do livro O Céu e o Inferno, que completa 140 anos de publicação neste 2005. 

            Este é o terceiro artigo da série, exclusiva para este mensário, e na presente abordagem, obedecendo a seqüência dos itens relacionados naquele capítulo selecionamos os itens 4 a 8 (sugerindo ao leitor que os consulte na íntegra na fonte citada – evitando-se transcrições neste espaço), com a narração feita por Wellington e que merece o título do artigo:

“Camargo abandonara a esposa e os dois filhinhos pequenos  há dez anos; desde então, sua vida entrou em intenso declínio,  envolveu-se  com vícios de todos os matizes,  a irresponsabilidade era sua fiel amiga,  e a inconseqüência parceira constante. Cavou para si um abismo de angustia e aflição, dor e sofrimento.Arrependido, fatigado pelas lutas insanas que empreendeu contra a vida, sentiu vontade de voltar ao seio da família”.

            Seria tarde demais?A família o aceitaria ? Emocionou-se ao lembrar das palavras de seu amigo Paulo:  –  Camargo, Deus não abandona nenhum de seus filhos, em cada amanhecer há nova oportunidade de recomeçar.

            Sim, faria isso mesmo, recomeçaria uma nova vida, desenharia agora um futuro mais feliz!

Sentiu um novo alento no coração, há muito que não gozava daquela paz, constatou que Céu e Inferno não são locais geográficos, mas sim, estados da alma,  e naquele  momento sua alma navegava pelo Céu da esperança de reconquistar a confiança daqueles que amava. Daria aos filhos a atenção que não dera em outros tempos! Se a esposa  estivesse com outro companheiro a seu lado, compreenderia e  lhe ofereceria a amizade para que ambos criassem em harmonia as crianças.

            Compreendeu enfim, que o sofrimento mora no cultivo das imperfeições e que encontrar o porto da felicidade é lutar por modificar as más inclinações que acabrunham e trazem sofrimento.

Se antes indiferente, agora faria a diferença!  Se antes impaciente, agora exercitaria a paciência!

Se antes violento, agora cultivaria a paz! A alegria desses pensamentos o contagiava, pagaria o mal  que faz sofrer, com o bem que tranqüiliza e liberta.

Embalado por essas doces reflexões, fechou os olhos e  orou com fervor para que Deus lhe concedesse a benção do recomeço. Com lágrimas nos olhos agradeceu e foi em busca da reconciliação com a família querida!”

É como destaca o item 7o: O Espírito sofre pelo mal que fez, de maneira que, sendo a sua atenção constantemente dirigida para as conseqüências desse mal, melhor compreende os seus inconvenientes e trata de corrigir-se (45a edição FEB, página 91).  Embora o código refira-se ao futuro da alma, é sempre tempo para pensar que a correção de nosso próprio comportamento pode agora desde agora, ainda na presente existência.

:: Postado por Espirit@_online às 15h04
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O movimento dos "sem tempo" - Wellington Balbo

Os veículos de comunicação sempre nos trazem notícias sobre o Movimento dos “Sem Terra”, dos “Sem Teto”, mas pouco se fala em um movimento  que sem dúvida cresce espantosamente que é o dos “Sem Tempo”.

O que mais escutamos hoje em dia é:

 - Hoje não dá, estou “sem tempo”.

Temos que nos questionar quanto as nossas prioridades!

Estamos reservando tempo com qualidade para  aqueles que nos acompanham na caminhada?

Podemos afirmar com segurança que as pessoas podem contar conosco?

Estamos reservando tempo com qualidade ao nosso aprendizado que certamente se reverterá em luz interior a iluminar a própria estrada?

Vejamos algumas questões:

O filho que está ensaiando os primeiros passos na leitura nos chega todo sorridente e pede:

Mamãe, leia esta historinha pra mim?

O que respondemos:

-         Depois, agora  estou  assistindo a novela!

Ou:

-         Claro filho, sente aqui do meu lado!

O amigo aflito nos telefona e  pede para ir até nossa casa desabafar .

O que lhe falamos:

-         Olha, deixa para um outro dia, hoje irei jogar futebol!

Ou:

 - Fique a vontade, venha quando quiser,  minha casa está de portas abertas a  você!

O faminto bate a nossa porta e nos pede algo de comer.

O que fazemos:

Entregamos rapidamente o alimento a fim de se ver livre de sua presença, afinal não podemos perder o telejornal?

Ou  lhe  dispensamos alguns minutos de nossa atenção para ouvir-lhe a história de vida?

De que adianta conquistarmos o mundo se não temos tempo disponível para compartilhar nossas vitórias?

Deixemos de lado esse movimento, o “Movimento dos sem Tempo” !

Melhor mesmo é termos o tempo disponível para aproveita-lo a nosso favor !

:: Postado por Espirit@_online às 15h02
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